Fumaça das queimadas fez de outubro um mês crítico para o ar de Manaus
Com quase o quádruplo de focos de calor em relação ao ano anterior, o Amazonas viu a capital ficar coberta por fumaça, aulas serem suspensas e atividades ao ar livre serem interrompidas.
Outubro foi de ar difícil em Manaus. A fumaça de queimadas no interior do Amazonas, principalmente nas regiões Leste e metropolitana, encobriu a capital por semanas e levou a prefeitura a suspender atividades escolares e ao ar livre. Os dados do mês anterior ajudam a entender o cenário: em setembro, o estado registrou 3.726 focos de calor, quase quatro vezes mais que no mesmo período do ano anterior, em meio à falta de chuvas e ao uso do fogo para limpeza de pastagens.
Na sexta-feira (9), a prefeitura suspendeu as atividades escolares e administrativas da rede municipal. Naquele dia, o índice de material particulado chegou a 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³). No sábado (10), a capital amanheceu sob fumaça pelo terceiro dia consecutivo. Concentrações acima de 125 µg/m³ são classificadas como péssimas pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Na sexta-feira (16), Manaus voltou a registrar a pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras, e as aulas presenciais foram suspensas novamente. No sábado (17), a Defesa Civil alertou para qualidade do ar péssima, com concentração de 401,4 µg/m³, e a prefeitura suspendeu atividades ao ar livre até o dia 18.
O governo federal anunciou o envio de equipes e aeronaves para reforçar o combate ao fogo no Amazonas. Entre as recomendações das autoridades, estão o uso de máscaras, a hidratação adequada e a redução de atividades físicas ao ar livre nos períodos de pior qualidade do ar. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas respiratórios devem redobrar a atenção e procurar atendimento em caso de falta de ar, tosse persistente ou chiado no peito.
O acompanhamento diário da qualidade do ar pode ser feito pelo sistema Selva, da UEA, que reúne dados de pontos de monitoramento da capital.





Comentários (0)
Comentários do Facebook