Fraude de R$ 6,3 bilhões no INSS: aposentados foram vítimas de descontos indevidos, diz ministro da Justiça
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que aposentados e pensionistas foram alvo de um esquema criminoso que desviou R$ 6,3 bilhões de seus benefícios entre 2019 e 2024. A fraude foi revelada por uma operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga associações que falsificavam assinaturas para aplicar descontos mensais indevidos nos pagamentos do INSS.
Durante coletiva realizada nesta quarta-feira (23), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, revelou detalhes sobre uma operação conjunta da Polícia Federal e da CGU que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), prejudicando milhares de aposentados e pensionistas em todo o país.
Segundo o ministro, os beneficiários foram “vítimas fáceis” de um esquema de descontos indevidos, feitos sem autorização, entre os anos de 2019 a 2024. As investigações indicam que entidades associativas falsificavam assinaturas para vincular aposentados a seus quadros e, assim, aplicar descontos mensais sob a justificativa de prestação de serviços, como assistência jurídica ou descontos em academias e planos de saúde.
“Foi uma fraude contra pessoas naturalmente debilitadas, que estão em uma fase adiantada da vida”, afirmou Lewandowski.
A Controladoria-Geral da União (CGU) começou a apuração administrativa ainda em 2023 e, ao encontrar indícios de crime, acionou a Polícia Federal, que instaurou inquérito no início de 2024. A operação foi deflagrada nesta quarta-feira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado sobre a ação logo nas primeiras horas da manhã pelo diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, e demonstrou preocupação e interesse no avanço das investigações, segundo o ministro da Justiça.
Como funcionava o esquema
De acordo com o ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, a auditoria feita pelo órgão revelou que:
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A maioria das vítimas não havia autorizado os descontos;
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Foram entrevistados 1.300 aposentados e analisadas 29 entidades associativas;
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11 dessas entidades foram apontadas por práticas irregulares;
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Muitas não tinham estrutura operacional para oferecer os serviços prometidos.
Os contratos com as entidades suspeitas foram suspensos, e os valores serão investigados judicialmente. A operação segue em curso e novas fases não estão descartadas.





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